PL ameaça intervenção no diretório de Santa Catarina se Carlos Bolsonaro não for candidato ao Senado

Dan Richter
By Dan Richter 3 Min Read
PL ameaça intervenção no diretório de Santa Catarina se Carlos Bolsonaro não for candidato ao Senado

O comando nacional do Partido Liberal (PL) sinalizou a líderes catarinenses que poderá intervir no diretório estadual da legenda caso Carlos Bolsonaro não seja confirmado como candidato ao Senado nas eleições de 2026. A determinação teria partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que deseja posicionar o filho na disputa por uma das duas vagas de senador por Santa Catarina.

A candidatura de Carlos — atual vereador pelo Rio de Janeiro que transferiu domicílio para Santa Catarina — enfrenta resistência interna. Parte da base do partido no estado defende que nomes locais, como a deputada federal Carol de Toni, tenham prioridade na disputa, argumentando forte apoio popular e representatividade regional.

Lideranças no estado temem que uma intervenção da direção nacional do PL gere desgastes políticos e reações contrárias entre o eleitorado catarinense, que tradicionalmente valoriza candidatos com vínculos locais. Essa tensão expõe um impasse entre as estratégias da direção nacional e a realidade da base do partido no estado.

Segundo relatos, a ameaça de intervenção surgiu como forma de pressionar aliados a apoiar a candidatura de Carlos, situação que tem causado debate interno sobre coligações e composição das chapas que disputam o governo e o Senado em Santa Catarina.

A deputada Carol de Toni, que também é pré-candidata e aparece bem nas pesquisas de intenção de voto, chegou a sinalizar que poderá migrar para outra legenda caso sua candidatura não seja confirmada dentro do PL, o que poderia enfraquecer a sigla no estado.

Esse cenário se desenrola em um contexto mais amplo de negociações e articulações eleitorais no estado, em que outros nomes influentes, como o senador Esperidião Amin (PP), também constam entre os possíveis concorrentes a uma das vagas ao Senado.

Até o momento, a direção nacional do PL não definiu um prazo para resolver o impasse, mas a movimentação reflete a tensão entre candidatura imposta pela cúpula e preferências internas dos dirigentes e eleitores catarinenses.

A situação pode ter impacto nas alianças regionais e na estratégia geral do partido rumo às eleições de 2026, com potencial de influenciar tanto candidaturas ao Senado quanto coligações estaduais.

Autor: Dan Richter

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