O Legado do Pioneirismo Feminino na Política do Rio Grande do Norte

Dan Richter
By Dan Richter 7 Min Read

O pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte é uma história que atravessa séculos e continua a inspirar gerações. Em 1927, o estado se destacou ao aprovar a Lei nº 660, que permitiu às mulheres votar e serem votadas, um marco que colocou o Rio Grande do Norte à frente de seu tempo. Esse avanço ocorreu anos antes do Código Eleitoral nacional de 1932, que oficializou o voto feminino em todo o Brasil. Mulheres como Celina Guimarães, a primeira eleitora registrada do país, simbolizam essa luta inicial por igualdade política. O pioneirismo feminino na política potiguar não foi apenas um evento isolado, mas o início de uma tradição de participação ativa. Esse legado reflete a força das mulheres em um estado que desafiou normas conservadoras da época.

A trajetória do pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte começou com figuras como Nísia Floresta, que no século XIX já defendia os direitos das mulheres por meio de sua obra literária. Seu livro Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens lançou as bases para o debate sobre igualdade de gênero em uma sociedade patriarcal. Décadas depois, o estado viu sufragistas como Júlia Alves Barbosa e Joana Cacilda Bessa exigirem espaço nos cartórios eleitorais, aproveitando brechas legais para fazer história. O pioneirismo feminino na política potiguar ganhou força com essas ações, que pressionaram o sistema jurídico a reconhecer direitos antes negados. Esse movimento inicial pavimentou o caminho para conquistas maiores, consolidando o Rio Grande do Norte como um exemplo nacional.

Um dos momentos mais emblemáticos do pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte foi a eleição de Alzira Soriano como prefeita de Lajes em 1928. Com 60% dos votos, ela se tornou a primeira mulher a ocupar um cargo executivo no Brasil e na América Latina, desafiando preconceitos de uma época em que a participação feminina era vista com desconfiança. Apesar de seu mandato ter sido interrompido pela Revolução de 1930, Alzira deixou um marco indelével. O pioneirismo feminino na política do estado mostrou que as mulheres podiam liderar com competência, abrindo portas para futuras candidatas. Sua vitória foi um símbolo de resistência e um passo concreto rumo à representatividade.

O pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte também se destaca pelo número de governadoras eleitas, um recorde no Brasil. Wilma de Faria, Rosalba Ciarlini e Fátima Bezerra, esta última em seu segundo mandato em 2025, são nomes que reforçam essa tradição. O estado, que já foi pioneiro no voto, tornou-se o que mais elegeu mulheres para o Executivo, um feito que reflete tanto o histórico de luta quanto o apoio cultural à liderança feminina. O pioneirismo feminino na política potiguar não é apenas passado: ele se renova com cada eleição, provando que o legado das sufragistas continua vivo. Essas governadoras são exemplos de como o estado segue na vanguarda da participação política das mulheres.

A força do pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte está ligada a uma combinação única de ativismo e contexto histórico. No início do século XX, as sufragistas potiguares aproveitaram o apoio de parte da elite política local para avançar sua causa, algo incomum em outros estados. A Lei de 1927, por exemplo, foi resultado dessa articulação, que encontrou eco em figuras como o então governador Juvenal Lamartine. O pioneirismo feminino na política do estado ganhou impulso com essa aliança estratégica, que transformou intenções em direitos concretos. Esse período de conquistas iniciais demonstra como a determinação das mulheres, aliada a oportunidades políticas, mudou o cenário para sempre.

Além das pioneiras, o pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte é enriquecido por histórias de mulheres que romperam barreiras em diferentes esferas. Joana Cacilda Bessa, por exemplo, foi a primeira intendente municipal do estado, equivalente ao cargo de vereadora, em 1928. Sua eleição reforçou a ideia de que as mulheres podiam ocupar espaços de decisão em todos os níveis. O pioneirismo feminino na política potiguar se expandiu com essas vitórias, que inspiraram outras a seguirem o mesmo caminho. Essas conquistas locais tiveram repercussão nacional, influenciando o movimento sufragista em todo o Brasil e mostrando que a mudança era possível.

O impacto do pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte vai além das urnas e se reflete na cultura política do estado. Especialistas apontam que a presença histórica de mulheres em cargos de poder criou um ambiente mais receptivo à liderança feminina, algo raro em outras regiões do país. O pioneirismo feminino na política do estado é visto como um incentivo para novas gerações, que crescem com exemplos concretos de sucesso. Governadoras como Fátima Bezerra, eleita em 2018 e reeleita em 2022, são frutos diretos dessa herança. O Rio Grande do Norte, assim, não apenas abriu caminhos no passado, mas segue moldando o futuro da representatividade.

Por fim, o pioneirismo feminino na política do Rio Grande do Norte é uma narrativa de coragem, resistência e renovação. Desde as sufragistas dos anos 1920 até as governadoras do século XXI, as mulheres potiguares provaram que podem transformar a política com determinação e visão. O pioneirismo feminino na política do estado é um patrimônio que merece ser celebrado e estudado, pois oferece lições valiosas sobre igualdade e participação. Enquanto o Brasil ainda luta por maior representatividade feminina, o Rio Grande do Norte se mantém como um farol de inspiração. Essa história mostra que o progresso é possível quando as mulheres têm voz e oportunidade.

Autor: Dan Richter
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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