Preparação psicológica é tão estratégica quanto o preparo técnico em forças de segurança

Dan Richter
By Dan Richter 5 Min Read
Ernesto Kenji Igarashi aponta a preparação psicológica como fator estratégico na segurança.

O especialista em segurança institucional e proteção de autoridades, Ernesto Kenji Igarashi, alude que em ambientes marcados por pressão constante e tomada de decisões em frações de segundo, o desempenho profissional não depende apenas de preparo técnico. Cada vez mais, especialistas apontam que fatores psicológicos influenciam diretamente a qualidade das escolhas, a comunicação entre equipes e a capacidade de resposta a situações críticas.

Nesse contexto, a preparação psicológica passa a ser tratada como componente estratégico das políticas de segurança pública. Com isso, integrar saúde mental aos programas de treinamento é essencial para reduzir falhas operacionais e preservar a integridade dos profissionais ao longo do tempo.

Estresse operacional e impacto na tomada de decisão

A exposição contínua a situações de risco, conflitos e imprevisibilidade tende a elevar níveis de estresse e fadiga mental, expõe Ernesto Kenji Igarashi. Estudos em áreas de alta complexidade indicam que esses fatores podem comprometer atenção, julgamento e tempo de resposta, mesmo em profissionais experientes.

Ignorar esse aspecto significa assumir riscos adicionais nas operações, isso porque, o preparo psicológico contribui para aumentar a capacidade de autorregulação emocional, o que favorece decisões mais racionais mesmo sob pressão. Para além disso, equipes que recebem treinamento voltado à gestão do estresse tendem a apresentar melhor comunicação interna, fator considerado crítico para evitar erros em ambientes dinâmicos e de rápida evolução.

Saúde mental como parte da política institucional

Historicamente, a saúde mental foi tratada como tema individual, muitas vezes associado apenas a situações de crise. No entanto, a abordagem institucional tem ganhado espaço, com programas estruturados de acompanhamento psicológico, prevenção e apoio contínuo.

Forças de segurança mais eficazes com preparo técnico e preparação psicológica, avalia Ernesto Kenji Igarashi.
Forças de segurança mais eficazes com preparo técnico e preparação psicológica, avalia Ernesto Kenji Igarashi.

Ernesto Kenji Igarashi explica que essa mudança de perspectiva é fundamental, pois as políticas públicas de segurança precisam incorporar a saúde mental como dimensão permanente da gestão de pessoas, e não apenas como resposta a episódios críticos. Quando a instituição reconhece formalmente a importância desse cuidado, cria-se um ambiente mais favorável para que profissionais busquem apoio sem receio de estigmatização, o que contribui para intervenções mais precoces e eficazes.

Integração entre preparo técnico e psicológico

A efetividade dos programas de capacitação aumenta quando aspectos técnicos e psicológicos são tratados de forma integrada. Em vez de módulos isolados, a tendência é incorporar exercícios de tomada de decisão, comunicação e gestão de estresse dentro da própria rotina de treinamento.

Na avaliação de Ernesto Kenji Igarashi, essa integração permite simular condições mais próximas da realidade operacional, preparando os profissionais não apenas para executar procedimentos, mas para lidar com a pressão emocional que acompanha situações de risco.

Esse modelo também facilita a identificação de dificuldades individuais, permitindo encaminhamentos mais direcionados e estratégias de acompanhamento personalizadas dentro dos limites institucionais.

Efeitos sobre retenção de profissionais e desempenho de longo prazo

Além do impacto imediato na segurança das operações, políticas de apoio psicológico influenciam a permanência e o desempenho de profissionais ao longo da carreira. Ambientes que oferecem suporte estruturado tendem a reduzir afastamentos, rotatividade e desgaste crônico.

Neste cenário, investir em saúde mental é também uma estratégia de sustentabilidade institucional. Ao preservar a capacidade funcional das equipes, as corporações reduzem custos indiretos associados a licenças médicas, substituições emergenciais e perda de conhecimento acumulado.

Esse aspecto ganha relevância em um cenário de escassez de profissionais qualificados e aumento das demandas operacionais, no qual a retenção de talentos se torna fator estratégico, informa Ernesto Kenji Igarashi.

Encerramento analítico

A incorporação da preparação psicológica às políticas de qualificação representa um avanço na forma como as instituições de segurança compreendem o desempenho profissional. Ao reconhecer que decisões críticas são influenciadas por fatores emocionais e cognitivos, as corporações ampliam sua capacidade de prevenção de falhas e de proteção de seus próprios quadros.

Tal como considera o especialista em segurança institucional, Ernesto Kenji Igarashi, tratar saúde mental como parte da estratégia institucional não é apenas uma medida de bem-estar, mas um elemento essencial para a eficiência e a segurança das operações. Em um setor no qual o erro tem consequências amplas, cuidar das pessoas é também cuidar da qualidade das decisões.

Autor: Dan Richter

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