Uma segunda chance empresarial? Saiba mais sobre a recuperação judicial, com Rodrigo Gonçalves Pimentel

Dan Richter
By Dan Richter 6 Min Read
A recuperação judicial pode representar uma segunda chance empresarial para reorganizar dívidas, como explica Rodrigo Gonçalves Pimentel.

Conforme menciona o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, sócio do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados, a recuperação judicial, quando bem compreendida, ajuda empresários e produtores rurais a enxergarem alternativas reais em momentos de pressão financeira. Pois, em contextos de juros elevados, retração de crédito e instabilidade nos mercados, muitos negócios enfrentam dificuldades para honrar compromissos sem comprometer a operação.

Nesse cenário, a recuperação judicial apresenta uma possibilidade legal de reorganizar dívidas, preservar empregos e manter a empresa ativa. Interessado em saber como? Ao longo deste artigo, veremos como o processo pode ser um caminho de recomeço responsável e planejado.

A recuperação judicial pode representar uma segunda chance empresarial?

De acordo com o Dr. Lucas Gomes Mochi, também sócio do escritório, a recuperação judicial foi criada para permitir que empresas viáveis, mas momentaneamente endividadas, tenham fôlego para se reorganizar. Na prática, isso significa suspender cobranças, renegociar prazos e redefinir condições de pagamento, sempre sob supervisão do Judiciário. Para o empresário, é uma oportunidade de reorganizar o fluxo de caixa sem paralisar a operação.

Tendo isso em vista, esse processo exige planejamento e transparência. Como ressalta Rodrigo Pimentel Advogado, não se trata de simplesmente “ganhar tempo”, mas de apresentar um plano consistente que demonstre como a empresa pretende se reerguer. Assim sendo, o sucesso do procedimento está diretamente ligado à capacidade de o negócio provar sua viabilidade econômica e operacional. Portanto, a recuperação judicial deve ser encarada como uma decisão estratégica, tomada com base em dados financeiros.

Como a recuperação judicial funciona na prática para empresários e produtores rurais?

Na rotina dos empresários ou produtores rurais, o impacto das dívidas costuma ser imediato. Atrasos com bancos, fornecedores de insumos ou arrendamentos podem comprometer toda a cadeia produtiva. Isto posto, a recuperação judicial permite centralizar essas obrigações em um único ambiente de negociação, trazendo previsibilidade.

Segundo o Dr. Lucas Gomes mochi, durante o processo, a empresa continua operando normalmente, o que é essencial para quem depende de safras, contratos recorrentes ou faturamento contínuo. Inclusive, a manutenção da atividade é um dos pilares do instituto, pois sem produção ou prestação de serviços não há como cumprir o plano aprovado.

Quais cuidados tornam a recuperação judicial um recomeço responsável?

Contudo, antes de optar pela recuperação judicial, é fundamental compreender que o instituto impõe deveres claros ao devedor. De acordo com o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, não basta pedir proteção judicial, é necessário demonstrar compromisso com a reorganização. Assim sendo, alguns cuidados são determinantes para que o processo cumpra sua função social e econômica:

  • Diagnóstico financeiro detalhado: levantamento realista das dívidas, receitas e custos, evitando projeções artificiais que comprometam a credibilidade do plano;
  • Negociação transparente com credores: apresentação de propostas factíveis, que considerem a capacidade de pagamento da empresa ao longo do tempo;
  • Planejamento jurídico prévio: organização documental e análise dos riscos legais antes do pedido, reduzindo surpresas durante o processo;

Esses cuidados permitem que a recuperação judicial seja percebida como um movimento responsável. Ao final dessa etapa, o empresário ganha maior previsibilidade e condições reais de retomar o crescimento. Aliás, a preparação adequada é um dos fatores que mais influenciam a confiança dos credores e do próprio Judiciário.

Buscar uma segunda chance empresarial por meio da recuperação judicial exige estratégia e planejamento, segundo Rodrigo Gonçalves Pimentel.
Buscar uma segunda chance empresarial por meio da recuperação judicial exige estratégia e planejamento, segundo Rodrigo Gonçalves Pimentel.

Recuperação judicial é sinal de fraqueza ou de gestão estratégica?

Por fim, ainda existe o mito de que recorrer à recuperação judicial mancha a reputação da empresa. No entanto, a realidade mostra que muitos negócios fortalecem sua imagem ao adotar uma postura transparente e organizada diante da crise. Investidores e parceiros tendem a valorizar decisões que priorizam a continuidade da atividade e o cumprimento responsável das obrigações.

Como expõe Rodrigo Pimentel Advogado, a recuperação judicial, quando bem conduzida, demonstra maturidade na gestão. O empresário reconhece o problema, busca soluções legais e preserva relações comerciais importantes. Desse modo, a recuperação judicial pode funcionar como um marco de reorganização interna, estimulando melhorias na governança e no controle financeiro da empresa.

Planejando hoje para continuar amanhã

Em conclusão, a recuperação judicial não deve ser vista como o fim de uma trajetória empresarial, mas como um ponto de virada. Pois, com planejamento, assessoria adequada e postura colaborativa, é possível atravessar períodos difíceis sem comprometer o futuro do negócio. Ou seja, o instituto oferece instrumentos legais para reorganizar dívidas e retomar a estabilidade, desde que utilizado com responsabilidade.

Autor: Dan Richter

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